Humanização e Inteligência Artificial

Humanização e Inteligência Artificial

20/10/2018 Da Informação e Comunicação 2
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“As mudanças são tão profundas que, na perspectiva da história da humanidade, nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso”

Klaus Schwab

As conquistas desenvolvimentistas deste Século XXI levaram o homem a alcançar a Era da Indústria 4.0, a Sociedade 5.0 e as Tecnologias de Quinta Geração (5G). Dessas novidades modificadores do modus vivendi, aos brasileiros, emergem muitos desafios, pois ocorrerão muitas modificações nos setores produtivos e prestação de serviços, públicos e privados. Uma das consequências dessas realidades emergentes, consiste em compreender a Humanização e a Inteligência Artificial, do ponto de vista conceitual, atitudinal e funcional.

Conceitos da humanização e Inteligência Artificial

A compreensão conceitual de humanização e inteligência artificial pode ser analisada através dos conceitos destacados, do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP),  e apresentados a seguir.

A humanização, ou a ação de humanizar, é o “1. ato ou efeito de tornar(se) humano, de adquirir forma ou condição humana”; “2. processo ou resultado de tornar(-se) mais fácil ou favorável à utilização por humanos” e “3. Ato ou efeito de tornar(se) mais compreensivo, bondoso ou sociável”.

A inteligência, naquele VOLP, tem dois significados:

Naquele VOLP, tem-se, ainda, que a inteligência artificial é a “área da informática cujo objetivo é a aplicação do conhecimento dos processos cognitivos humanos aos sistemas informáticos que reproduzem aqueles processos”. A  inteligência emocional se contrapõe àquela, pois é a “capacidade de reconhecer e entender as próprias emoções e as dos outros, agindo de forma adequada em diferentes situações”.

A inteligência artificial, na forma de robotização, crescerá significativamente. Com isso, muitas ações e procedimentos praticados pelos seres humanos, serão atribuídos a robôs. Serão programados para tarefas de  somenos importância. Não substituirão àqueles, apenas os liberarão para tarefas, essencialmente decisórias, e muito mais importantes para as pessoas, comunidades, sociedade e meio ambiente.


Atitudes da humanização e Inteligência Artificial

A inteligência emocional é uma das formas caracterizadoras para a humanização e inteligência artificial. Nos seres humanos, há atitudes que podem ser re-encontradas e aperfeiçoadas e consideradas nas programações da inteligência artificial.

A atitude — que é o mesmo que aptidão, ou a “1. posição do corpo; postura”; “2. forma de agir; procedimento” e “3. maneira de significar um propósito” (VOLP) —, é peculiar, e muito específica, ao ser humano. Pessoas têm atitudes, aptidões, sentimentos infinitos. Máquinas são programáveis, limitadas. Podem receber informações da fonte humana para agir e cumprir determinado procedimento.

Atitudes humanizantes conquistarão novas formas de comportamentos éticos, emocionais e relacionamentos empáticos, entre si.

Assim, por meio da Ética, ou a “disciplina que procura determinar a finalidade da vida humana e os meios de a alcançar, preconizando juízos de valor que permitem distinguir entre o bem e o mal” (VOLP). Serão igualmente valorizados princípios morais, outrora olvidados, e re-estabelecidas condutas de convivências pessoais e profissionais. Os códigos deontológicos serão melhores compreendidos e praticados com muita naturalidade.

A esteira da inteligência emocional é a Inteligência Social, termo cunhado por Daniel Goleman. Segundo este psicólogo estadunidense “Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade”. E, nas lições de Goleman, pode-se dividir a inteligência emocional “em cinco habilidades específicas:

  • Autoconhecimento emocional
  • Controle emocional
  • Automotivação
  • Empatia
  • Desenvolver relacionamentos interpessoais (habilidades sociais)”

Funcionalidades 
da humanização e Inteligência Artificial

Surgirão novas funcionalidades, na esteira das da humanização e inteligência artificial. As organizações, públicas e privadas, produtivas e prestadoras de serviços terão nova liderança para gerir, nos diversos escalões, seus “PROSUMIDORES”. Esses, segundo os Toffler, Alvin e Heidi, são os indivíduos ou grupos capazes “PROduzir e conSUMIR” os próprios produtos e serviços, realizando “o ato de PROSUMIR”.

As habilidades sociais descritas anteriormente serão indispensáveis aos prosumidores.  Desses e da nova liderança resultarão os sucessos bem-sucedidos para a Indústria 4.0, pois  atenderão as demandas da Sociedade 5.0, utilizando-se, nos próximos anos, das Tecnologias de Quinta Geração (5G).

No contexto ora descrito, e pelas discussões ocorridas entre os estudiosos europeus e estadunidenses, há indicativos do surgimento de a Polícia 4.0. Neste termo, encontram-se sintetizados todas as atividades desenvolvidas pelos órgãos, entidades e empresas destinadas à proteção pública e privada.

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2 comentários

  1. Carlos Braga Carlos Braga disse:

    Sr Cel Isaac, o texto revela uma descrição acertada de um modelo que desconsidera uma situação recorrente em países fora do eixo norte-norte, a anomia, nesta perda de valores que se percebe em grande parte das nações, descritivamente, o viés ideológico, o viés autoritário e o viés religioso como desconstrução das relações entre as pessoas, fazem-nos desacreditar na capacidade de sermos melhores, sermos capazes de construir algo maior, sermos capazes de viver, no presente, o que entendemos como o futuro, os estudos nos mostram acepções conceituais e motivacionais para acreditar nas transformações, mas, infelizmente, a partir de uma realidade que não nos acessível do ponto de vista ético, legal e moral. Acreditemos.

    • Caro Carlos Braga, Santo Agostinho — o Apóstolo da Inteligência — escreveu que “o tempo presente é o único no qual podemos reparar o passado e construir o futuro”. A Polícia 4.0 é um pensamento que se tem para um futuro próximo. As dificuldades existem e devem ser superadas. Do contrário, poderão atropelar o futuro dos cidadãos que se dispõem a proteger e daqueles que devem ser protegidos. Assistimos ao nascimento e morte do Telex. Depois a chegada do computador… da Internet. E a Internet das coisas (IoT) está a caminho a toda velocidade. Os robôs executarão muitos serviços de proteção. Haverá sensores que facilitarão as decisões dos protetores e protegidos. A Indústria 4.0 é realidade. A Sociedade 5.0 é realidade. Se os órgãos e entidades de proteção não compreenderem isso, serão substituídos, com certeza.

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