A Interpretação do Conhecimento Adjacente às Informações Visuais – Parte I

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Nos textos anteriores [Partes 1, 2 e 3], quando se construiu as hipóteses de extração do Conhecimento Intrínseco à Informação. Neles, ficou evidente que a informação transformadora, no Conhecimento, é justamente a capacidade que o homem tem, a partir de um conjunto de Conhecimentos pretéritos, de extrair a construção do pensamento que levou à informação. Ruma-se, então, à interpretação do conhecimento adjacente às informações visuais.

As imagens adjacentes às informações visuais disponibilizadas, principalmente na natureza, são um conjunto de informações relevantes. E permitem conclusões voltadas ao perfeito Conhecimento do espaço material descrito em fenômenos físicos, regidos por leis, teorias, tratados e enunciados. Esse conjunto de informações de natureza material demanda uma compreensão das relações tempo e espaço aprofundadas e que serão tratadas neste texto.

Com certeza a mais relevante de todas as transformações da Interpretação do Conhecimento Adjacente às Informações Visuais é a expressão quantificativa do tempo em anos e a demonstração desse Conhecimento é uma tarefa muito simples.

A cronologia que se utiliza, atualmente, adota o sistema de datação originário a partir do pensamento judaico-cristão, com efetiva regulação pela aceitação dos instrumentos construídos, no momento da história regido pela vinculação do poder dos governantes, ao Poder Religioso, com origem na Igreja Católica Apostólica Romana. Não nos interessam os nomes e nem tampouco os motivos originários dessa construção. O que nos interessa, no texto, é a comprovação física de um fenômeno que se processa no vácuo, sem interveniência do atrito. Manifestando-se num movimento curvilíneo uniforme, com velocidade constante, sujeito ao arranjo permanente do Universo. Assim se manterá estruturado, até que haja uma interveniência externa ou uma entropia conhecida como buraco negro.

O ano regular inicia-se em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro. Tem 365 dias e, a cada 4 anos, um dia a mais, ou seja, 366 dias. O que determina esse dia a mais é o ajuste que se faz para que as estações do ano sejam nas mesmas épocas ano após ano. Mas, por que esse ajuste é necessário e por que esse dia a mais?

Para responder ao questionamento é preciso entender o deslocamento do planeta Terra na sua órbita gravitacional em relação ao Sol. Para percorrer a sua órbita gravitacional – lembrando aqui, do texto que se fala da velocidade do Planeta Terra, onde o deslocamento se dá no vácuo – primeiro é necessário conhecer a expressão física que a determina e se manifesta como: Órbita Gravitacional = 2πR.

Entendendo o funcionamento de um relógio com mecanismo analógico, fica mais fácil entender a evidência do ano de 366 dias. Imagine que você tenha um relógio com esse tipo de mecanismo e que a cada dia ele atrasa 15 segundos, um tempo insignificante e que não permite a você acertar aqueles segundos de atraso. Então você espera e no quarto dia você acerta o relógio, haja vista que no quarto dia totaliza 1 minuto de atraso e se torna possível o acerto da estrutura mecânica de visualização da hora.

Com o ano de 366 dias, algo muito similar acontece e isso decorre da relação entre a Órbita Gravitacional que o planeta Terra descreve em relação ao Sol e o tempo que ele gasta para cumprir o deslocamento de toda a extensão da sua Órbita Gravitacional. Para estar alinhado com a posição exata entre a incidência do Sol e a posição na órbita em relação ao mesmo dia do ano anterior, o planeta Terra consome em seu deslocamento na Órbita Gravitacional 365 dias e 6 horas. Assim, no quarto ano ele necessita de 24 horas a mais para alcançar a mesma posição que deveria estar no primeiro ano da medição, por isso a cada 4 anos faz-se necessário o ajuste. Mas como no caso do relógio com mecanismo analógico – onde se adianta o relógio em 1 minuto para que ele apresente a hora real – o ajuste se dá com um dia a mais no calendário de datação utilizado como padronização e convencionalmente adotados pelos governos no planeta Terra.

Mas esse ajustamento no modelo de datação é essencial? Sim, ele é essencial para alinhar a posição do planeta Terra com o Sol e dessa forma, ano após ano, as estações e os períodos de seca e chuva, permitem uma interpretação correta das necessidades dos homens em relação às contingências naturais do planeta Terra – produção de alimentos, ações de defesa civil, armazenamento de materiais relevantes à sobrevivência das populações, previsão do tempo, dentre outras.

É tão essencial o alinhamento, que se adotou o ano de 366 dias, que numa hipótese aventada da sua não empregabilidade pela humanidade, simplesmente, não seria possível à humanidade o gerenciamento da vida no planeta Terra a partir de um modelo de datação e isso se comprova matematicamente. É o que se vai comprovar aqui.

Vai-se utilizar a data de hoje – 28 de abril de 2019. O ano bissexto, ano no qual o calendário tem o dia 366, acontece a cada 4 anos. Assim:: ano corrente = 2019; ano bisexto = a cada 4 anos; desde o ano 1, temos 504 anos bissextos, pois 2019 / 4 = 504.

Ainda no pensamento matemático, hoje não seria 28 de abril de 2019, mas 504 dias a frente do dia de hoje. Matematicamente descrevendo: 504 dias – 365 dias = 139 dias. A data de hoje seria no ano de 2020 e mais 139 dias. Hoje no modelo de não alinhamento seria o dia 14 de setembro de 2020.

Nesta hipótese, pergunta-se: as condições de produção de alimentos, ações de defesa civil, armazenamento de materiais relevantes à sobrevivência das populações, previsão do tempo, dentre outras, no ponto fixo – manifestado pela posição geométrica estática – onde se encontra o leitor do texto seriam as mesmas para o modelo de datação com o alinhamento do ano bissexto? Obviamente que a resposta é não. Assim não é preciso aprofundar na interpretação desse Conhecimento, apenas agregar informações que o validam como uma essência natural das informações visuais na interpretação adjacente ao Conhecimento.

Como uma forma de se determinar a posição do planeta Terra na sua órbita gravitacional em relação ao Sol, pode-se ainda saber a distância que o planeta Terra percorre por hora no vácuo e depois saber a distância que percorre por dia, haja vista que a distância percorrida anualmente é a sua própria órbita gravitacional. Não é possível encontrar a distância percorrida, num único dia, dividindo a órbita gravitacional pelo número de dias do ano, pelo motivo já descrito: o ano bissexto.

Como sabemos que a posição entre a incidência do Sol e a posição na órbita em relação ao mesmo dia do ano anterior, o planeta Terra consome em seu deslocamento na Órbita Gravitacional 365 dias e 6 horas, para se determinar o número de horas do deslocamento do planeta Terra na sua órbita gravitacional, basta apenas conhecer as seguintes condicionantes: dias do ano = 365; duração do dia = 24 horas; horas de ajuste anual da posição = 6 horas. Em seguida estruturar a operação: ( 365 X 24 ) + 6 = 8.766 horas.

Assim temos:

Comprimento da Órbita Gravitacional / número de horas no deslocamento = distância percorrida por hora;

Distância percorrida por hora X 24 = Distância percorrida no dia; e

Comprimento da Órbita Gravitacional = ( Distância percorrida no dia X 365 ) + ( Distância Percorrida por Hora X 6 ).

Apenas para não deixar dúvidas, a posição entre a incidência do Sol e a posição na órbita gravitacional da Terra em relação ao mesmo dia do ano anterior, para o primeiro ano após o ano bissexto acrescenta-se 6 horas; no segundo ano acrescenta-se 12 horas; no terceiro ano acrescenta-se 18 horas; e no quarto ano tem-se o ajuste de um dia, relativo ao ano bissexto.

É possível um experimento para comprovar essa definição de anos bissextos? Sim, e não é difícil. Bastam: disponibilidade de tempo, no mínimo 5 anos; uma parede que receba a incidência direta da luz solar; uma data fixa nestes 5 anos, ou seja, o mesmo dia do mês; a mesma hora para observação nos 5 anos; uma caixa com um pequeno furo de um lado e do outro lado um anteparo que permita a marcação da incidência da luz que passa pelo buraco.

A caixa não pode ter a parte de baixo, haja vista a necessidade de se marcar a posição da incidência da luz que passa pelo buraco, onde cada marca deve ser identificada com o ano da incidência. A caixa deverá ser afixada na parede, sempre na mesma posição – recomenda-se marcar na parede a posição exata. A caixa deve ter resistência que a torne utilizável pelo período demandado. Independente do ano que se inicie a verificação para a comprovação do alinhamento do planeta Terra com o Sol, no quinto ano, haverá a coincidência, mesmo que não concêntrica, devido aos vários movimentos que o planeta Terra se sujeita na sua órbita gravitacional.

Como todo bom experimento, recomenda-se a utilização de duas caixas em datas diferentes do ano, para se evitar condições adversas que possam invalidar o experimento. Mantendo-se constantes as demais condicionantes do experimento. Além de atentar-se aos detalhes variáveis, principalmente horário de verão, assim se num determinado ano a marcação se dá no horário de verão e no ano subsequente ele não vigore, basta apenas atualizar os horários.

Na Parte I do tema em análise, buscou-se apenas referendar a posição geográfica em relação ao tempo. Mesmo estando o observador estático é possível perceber que o simples fenômeno físico descrito pelo planeta Terra em sua órbita gravitacional em relação ao Sol, permite a Interpretação do Conhecimento Adjacente às Informações Visuais, como algo tratado no primeiro texto, um conjunto de informações sensoriais – algo típico dos animais e da memória genética – fenômenos e percepções que o homem procura descrever e sistematizar como um Conhecimento.

Na Parte II do tema A Interpretação do Conhecimento Adjacente às Informações Visuais, vamos abordar as relações do espaço físico no planeta Terra, as convenções normatizadas e o contrassenso em relação às percepções visuais, que obrigam ao observador muito mais do que a simples aplicação de modelos matemáticos, mas a especulação como forma de acumulação do Conhecimento.

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6 comentários em “A Interpretação do Conhecimento Adjacente às Informações Visuais – Parte I

  1. soar
    soar Responder

    Caríssimo Major Carlos. Mais um artigo de alto nível e que nos propicia um bom valor agregado. Continue nos proporcionando leituras agradáveis. Meus cumprimentos !!!!!

    • Carlos Alberto da Silva, Major PM
      Carlos Alberto da Silva, Major PM Autor do postResponder

      Sr Cel Sérgio Soares Fernandes muito obrigado pelas manifestações, a minha produção destina-se, principalmente, ao espaço virtual Pontopm, a quem agradeço a oportunidade de tornar pública as minhas interpretações do mundo circundante.

  2. Avatar
    Roberto Sá Responder

    Mais um texto instigante, provocador… derivado de muita pesquisa, estudo…
    Congratulações, Carlos!

    • Carlos Alberto da Silva, Major PM
      Carlos Alberto da Silva, Major PM Autor do postResponder

      Antônio Roberto Sá, muito obrigado, não só pelas palavras de estímulo, mas principalmente pela assiduidade ao Pontopm.

  3. Avatar
    Queiroz Responder

    Prezado Carlos! Vc é realmente um cara iluminado! Parabéns pelos seus conhecimentos transmitidos! Uma honra ter estudado ao seu lado!

    • Carlos Alberto da Silva, Major PM
      Carlos Alberto da Silva, Major PM Autor do postResponder

      Meu caro Mateus Queiroz Corrêa, muito obrigado por você fazer parte das minhas memórias. Este espaço virtual, carinhosamente nominado Pontopm, nos permite a oportunidade do reencontro. Visite-nos e faça valer os objetivos da criação virtual.

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