… estarei lutando até que se restabeleça a verdade.

“É muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.
Ariano Suassuna”

 

Citando Ariano Suassuna, me pergunto como pode ser capaz diante da total inexistência de quaisquer indícios de culpa ou de improbidade, basta uma superficial lida nos autos, mandar prender um cidadão de vida reta, simples, transparente, profissional de altíssima competência, amigo de todos, vida regrada, ficha irrepreensível e completamente do bem.

Só podem existir duas explicações: má fé ou os holofotes da mídia.

Quero continuar acreditando no Ministério Público, mas é necessário uma explicação para esta execração de Márcio Fagundes. A revista Época informa que a campanha pela reeleição do governador mineiro, o petista Fernando Pimentel, sofreu uma baixa.

Trata-se “do vereador foragido Wellington Magalhães, investigado em 45 inquéritos pelo Ministério Público. Seu partido, o PSDC, está no arco de alianças do PT. Magalhães, o terceiro vereador mais votado em Belo Horizonte, coordenaria a campanha de Pimentel na capital mineira”.

O foragido é apontado como líder de uma ORCRIM que surrupiou 30 milhões de reais dos cofres públicos por meio de uma licitação irregular quando presidiu a Câmara Municipal. Este canalha acabou por envolver o Márcio, que já estava na câmara antes dele ser presidente. Apesar de ter pedido demissão por várias vezes, acabou convencido por diversos parlamentares a manter o excelente trabalho realizado. Agora, recolhido ao CERESP, Márcio amarga a decepção e o sofrimento imposto por atropelo judicial, fogueira de vaidades dos responsáveis pelas investigações e omissão da magistratura.

Tento expressar o sentimento de fragilidade de quando se é recolhido violentamente a um cativeiro. Assim como o animal obedece incontinenti ao manuseio do feitor, o cativo padece sob a mira de uma arma, açoitado por ordens desconexas e certo de que pouco, ou quase nada, vale uma vida para o bandoleiro. Sentir-se impotente diante de monumental desafio, sem nenhuma opção segura, torna qualquer ser humano passível de forte desequilíbrio emocional, capaz de desembocar em tragédia.

Faço uso do único instrumento que possuo para gritar contra esta injustiça: a liberdade de expressão e o trato com as palavras, herança do jornalismo profissional, que assim como Márcio, abracei para exercer com dignidade e respeito.

Esteja certo meu amigo de que estarei lutando até que se restabeleça a verdade.

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Neimar Fernandes

Engenheiro, Jornalista e Publicitário.

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