CONHECIMENTO NÃO TEM PÁTRIA…

CONHECIMENTO NÃO TEM PÁTRIA…

25/01/2018 Bom exemplo 0

Conheço-o bem, desde seus primeiros dias de Cadete da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, no ocaso da década de 1980. Fui-lhe Professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, quando a Força Pública do “Animoso” Alferes ainda cinzelava e polia o espírito de seus Cadetes e Oficiais com os melhores engenhos de Erudição e Humanidades.

Aspirante a Oficial no fim de 1990, Ele tem repetido o brilho tecnoprofissional, a inteligência e a lhaneza de seus ascendentes, valorosos Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, na História de nosso de nosso glorioso Exército Mineiro da Paz Social.

Acompanhei-o, a distância, com orgulho de Mestre a serviço da prosperidade ética e deontológica do Discípulo estudioso e trabalhador construtivista. Com alegria, viajei horas a fio de observador feliz de seus feitos civis e policial-militares de muito respeito, de tenente a coronel, em nossa caserna aprestada para o exercício da polícia ostensiva, preservação da ordem pública e defesa territorial e interna, como comandante de pelotão, companhia, batalhão e região policial-militar, como inigualável assessor de comandantes, gestor de ações e operações táticas e estratégicas, professor e pesquisador graúdo e confiável das Ciências Militares da Polícia Ostensiva, Ciências Policiais e Ciências da Administração, nas Cátedras, Periódicos Policiais e Laboratórios da dita Academia de Polícia Militar, seu Centro de Pesquisa e Pós-graduação e Escola de Formação de Oficiais.

Vi-o também crescer na seara civil do Curso de Administração do Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte, e em outras conspíscuas Instituições de Educação Superior do Circuito Mineiro, notadamente no Sul de Minas, como acadêmico e mestre.

Conhecimento não tem pátriaMais recentemente, escudado por sólida massa crítica de saberes e sabedoria, já no posto de Coronel, ao longo de um ano de Altos Estudos em renomada Escola do Exército Brasileiro, sediada na curtida São Sebastião do Rio de Janeiro, Ele conclui, brilhantemente, robusta Pesquisa, em nível de pós-graduação em Assuntos Estratégicos, mais apropriadamente em Planejamento Estratégico. Verdadeiro primor de inteligência e utilidade sociocultural imprescindível à Grandeza da Gestão Moderna, tanto nas fornalhas militares e policial-militares quanto nos ofícios de domínio civil! Em razão dessa proeza de cunho prático e científico, Ele escreve, organiza e publica o monumental livro Fundamentos de Planejamento Prospectivo aplicados à Polícia Militar, lançado em 2016, no Clube dos Oficiais da Polícia Militar.

Logo após tal lançamento, em minha situação de Presidente da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG, indiquei o nome desse notável Escritor ao competente Conselho Superior para a dignidade majestática de Acadêmico Efetivo-Curricular do mesmo Sodalício. Aprovado, à unanimidade, ainda 2016, em Solenidade Academial de Rito Altaneiro, oficiei a Cerimônia de Posse desse Titã das Letras Castrenses, para enriquecimento substancial de nossa Oficina de Letras e Saberes. Isso me enternece, reanima e sobreleva!

Em julho de 2017, como Presidente da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano – MesaMariano, no Auditório da Fundação Guimarães Rosa, cumpri o ritual de premiação do Vencedor do Prêmio Coronel Alvino Alvim de Menezes de Ciências Militares da Polícia Ostensiva/2017, com base em relevante Livro sobre esse necessário tema da prosperidade comunitarista da defesa de pessoas e instituições. Venceu tal Certame exatamente a emblemática Pesquisa rotulada como Fundamentos de Planejamento Prospectivo aplicados à Polícia Militar, lavrada pelo Intelectual motivador desta historiação, a Quem também me honrou conferir o Diploma de Prócere Magistral em Ciências Militares da Polícia Ostensiva, com a Chancela de Notório Saber nessa Área Epistêmica, Medalha Coronel Alvim e respectiva Réplica dourada para lapela.

Por todos esses gloriosos méritos, conferi-lhe a insuperável Medalha Cultural Acadêmico Saul Alves Martins, com Diploma e respectiva Réplica dourada para lapela.

Quem é aquele Cadete do ocaso da década de 1980?!…

Todos o conhecemos e respeitamos. É o Coronel Sérgio Henrique Soares Fernandes, transferido, na última terça-feira (23), para o venerando Quadro de Oficiais da Reserva da Polícia Militar de Minas Gerais, após vencer trinta anos de efetivo serviço à paz social e ao Engenho Epistêmico da Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública.

Mercê de sua prodigiosa inteligência e marcante desempenho academial contidos em fé de ofício de Extraordinário Vulto, Ele está de malas prontas para instalar residência, com a distinta Família, em Setúbal, na acalentada Bacia do Rio Sado, berço grandioso do Príncipe Neoclassicista da Língua de Camões – o inigualável Poeta Árcade Manuel Maria Barbosa du Bocage, somente suplantado pelo Gênio Criador de Os Lusíadas, em domínios da Lusitânia centrada na Serra da Estrela, ungida pelos fluidos metafísicos do Líder-Pastor Viriato, símbolo grandiloquente e ancestral-mor dos Filhos de Luso.

Pelo renome nutrido em seu Fundamentos de Planejamento Prospectivo aplicados à Polícia Militar e à sombra de tudo quanto plantou em seu vastíssimo Horto Acadêmico e Magisterial, o Coronel Sérgio Henrique Soares Fernandes atende a honroso convite para, na República Portuguesa, lecionar em Escolas de Setúbal, inclusive em Institutos de Polícia.

Boa-sorte a Ele e respectiva Família!

Perde-o o Brasil. Ganha-o Portugal, para gáudio das Ciências Militares, Policiais e Gestoriais, pois conhecimento não tem Pátria…

Belo Horizonte [de Bom Despacho]-MG, 24 de janeiro de 2018 [243º Aniversário de Criação do RRCCRMOuro: PMMG].

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