Policiais militares sul-rio-grandenses utilizarão bicicletas nas atividades de polícia ostensiva

A exemplo do que aconteceu em  Passo Fundo, no caso da própria Brigada Militar do Rio Grande do Sul (BMRS) e nas polícias militares de Minas Gerais Santa Catarina, uma nova postagem, publicada no portal da BMRS, informa que policiais militares sul-rio-grandenses  utilizarão bicicletas, no reforço das atividades de polícia ostensiva.

Uma das informações sobre a utilização de bicicleta, como meio de transporte do profissional de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, encontra-se no “Law Enforcement Cycling:
A Resource Guide to Program Implementation
” (Tese apresentada, em agosto de 2011, por Jesse Patrick Poole, à Western Oregon University).

Naquele documento, Patrick destacou:

Em 1817, um inventor alemão chamado Baron Von Drais criou algo chamado Laufmaschine, que significava “máquina de correr” e mais tarde foi renomeada de bonehaker (Herlihy, 2006). Esta invenção provocou o início do que é hoje conhecido como “a bicicleta”. Por décadas após a invenção bem-sucedida dessa ferramenta simples mas útil, os policiais usaram as bicicletas como seu principal meio de transporte. Uma dos primeiros registros sobre a utilização de bonehaker foi em 1869 por um xerife de Illinois (Petty, 2006). Na década de 1930, a produção em massa do automóvel que substituiu a bicicleta e tornou-se o meio de transporte preferido pelos policiais (Moore, 2007).

Argumentos semelhantes aos que justificaram, anteriormente, a utilização da bicicleta nas atividades de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, são, igualmente evidenciados na postagem publicada, no portal da BMRS, e transcrita em seguida, onde se verifica que:

[…]
Buscando atender diferentes necessidades relativas à segurança pública, a Brigada Militar tem ampliado o uso de bicicletas no policiamento ostensivo. Em Xangri-lá, Capão da Canoa, Capão Novo, Arroio Teixeira e Curumim, nos últimos dois anos, a modalidade tem sido utilizada, com sucesso, na Operação Golfinho.

No Litoral Norte, de acordo com o comandante da 1ª companhia, capitão Juliano Giboski, os policiais militares, devidamente equipados, atuam em duplas ou até em trios, geralmente durante o dia, podendo serem empregados à noite em algum evento específico. Tal policiamento segue um roteiro pré-definido, como paradas ostensivas e patrulhamento.

Um dos pontos benéficos do uso da bicicleta é a aproximação com a comunidade, pois a instituição consegue manter as características do policiamento a pé, preventivo e comunitário, porém com mais agilidade.

Além de gerar maior sensação de segurança a todos, o capitão ainda destaca que “é uma forma de policiamento simpática, aproxima toda a sociedade, desde idosos até crianças, mantendo uma relação de cordialidade com o público; tanto é assim, que a própria comunidade nos incentiva, auxiliando na manutenção das bicicletas”, disse.

Outro fator positivo é em relação à agilidade e à área de atuação. “Se eu empregasse uma dupla a pé para o policiamento na orla de Capão da Canoa, provavelmente esses militares iriam cobrir cerca de dois quarteirões; já com a dupla de bicicletas, é possível ampliar essa área em, no mínimo, dez quarteirões”, afirmou o capitão.

Bicicletas junto às Bases Móveis Comunitárias

As Bases Móveis Comunitárias (BMC), presentes nas praias de Torres, Capão da Canoa, Atlântida, Tramandaí, Cidreira e Cassino, referência de proximidade com os cidadãos, também têm empregado bicicletas em seus locais de atuação.

Cada base dispõe de duas bicicletas, que servem para o deslocamento dos policias militares nas visitas comerciais e residenciais durante o período de serviço, dentro do raio de atuação da base, que é de cerca de três quilômetros a partir do ponto de estacionamento.

De acordo com a capitã Ana Maria Hermes, coordenadora das BMC, ainda é importante salientar que “as bases acolhem todas as necessidades dos usuários do seu raio de atuação, mesmo que não seja de competência da BM. O cidadão é orientado e devidamente encaminhado a outros órgãos, conforme cada caso”, destacou a oficial.

Além disso, também são feitos nas Bases registros de ocorrências e termos circunstanciados, visitas, palestras, eventos, orientações e reuniões, sempre em busca do objetivo principal da filosofia de policiamento comunitário, que é a aproximação com a comunidade.

Com as informações da BMRS

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