Dia da Consciência Negra é destacado para os policiais militares paulistas

No FaceBook da Polícia Militar do Estado de São Paulo, um post destacou que:


O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em todo o país. A data homenageia o Zumbi dos Palmares, um escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695.

Em outro post do portal G1 São Carlos e Araraquara, foi destacado também que: ”
Comemorado nesta segunda-feira (20), o Dia da Consciência Negra é ‘um dia de reflexão’, diz a araraquarense Alessandra de Cássia Laurindo, vice-presidente do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (CPDCN).”

Alessandra de Cássia Laurindo é vice-presidente do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal/Alessandra de Cássia Laurindo)
Em entrevista ao G1, ela disse que a data não é comemorativa e que deve ser considerada um trampolim para a análise da posição do negro na sociedade.
“A simbologia da data é em memória a Zumbi e não necessariamente uma festa de comemoração, mas sim o intuito é resgatar a memória da luta dele. É importante fazer uma reflexão, sobre qual o lugar que hoje o negro ocupa no mercado de trabalho, na universidade, enfim, toda a situação do avanço da luta negra”, afirmou.
De acordo com Alessandra, há um longo caminho a ser percorrido ainda nesta luta. Só para ter uma ideia, em 2016, a Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Araraquara (SP) recebeu 26 denúncias de racismo, mas ela estima que este número pode ser maior. “Chegamos a verificar registros diretamente ligados à delegacias e constatamos que a média é muito maior, em torno de cinco a sete casos por semana”, disse.
A maior parte dos casos de racismo registrados aconteceu no ambiente de trabalho, em relações pessoais e discussões em comércios ou com vizinhança.
Luta diária
Alessandra disse que o racismo é um tema que deve ser abordado o ano todo e não apenas em um dia ou somente no mês de novembro.
“O racismo que está institucionalizado nos diversos espaços, na educação, na saúde, na segurança pública tem que ser debatido e revertido o ano todo, não só em novembro, porque o corpo da mulher negra, deixa de ser tocado quando ela vai ao médico, durante o ano todo, não só em novembro; os xingamentos são vomitados o ano todo, não é só em novembro, o assassinato majoritariamente de jovens negros ocorre o ano todo, não só em novembro”, afirmou.

 

Fonte: PMESP e G1 São Carlos e Araraquara.

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