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Policiais militares fluminenses sepultaram mais um companheiro de farda

 

Outro post da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) publicou que, em um “clima de extrema comoção”, os policiais militares fluminenses sepultaram mais um companheiro de farda!

Leia mais informações publicadas, naquele post da PMERJ, e transcritas a seguir:

Num clima de extrema comoção, o Coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira foi sepultado às 17h12m desta sexta-feira no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Dezenas de pessoas acompanharam o cortejo, entre companheiros de farda de diferentes patentes. Sobre a urna foram colocadas as bandeiras do Brasil e do Vasco da Gama, seu clube de coração.

Durante a cerimônia, um morador do Méier pediu a palavra para agradecer em nome de toda a comunidade da região sob jurisdição do 3ºBPM para agradecer o trabalho desenvolvido pelo oficial á frente do batalhão, apesar de todas as dificuldades com a falta de recursos materiais e humanos.

Muito emocionado, o Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Wolney Dias Ferreira, não deu entrevista. Fez apenas um pequeno pronunciamento. Disse que a Polícia Militar está de luto, mas não vai desistir da luta em defesa da saciedade. Assista ao vídeo [destacado acima deste post].

Sobre o oficial sepultado, o post da PMERJ descreveu:

Seriedade e simplicidade, as marcas do Coronel Teixeira

Quando ingressou no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar, em fevereiro de 1991, o cadete Luiz Gustavo Lima Teixeira chamou a atenção de todos pelo alto grau de comprometimento. De aspirante a oficial até alcançar a maior patente da Corporação, a seriedade como recebia cada missão foi uma das principais características da brilhante carreira de 26 anos do Coronel Teixeira, interrompida tragicamente no final da manhã desta terça-feira (26/10/2017).

Os colegas de turma e todos os policiais que conviveram com ele nas diversas unidades da Corporação por onde passou enaltecem a sua competência profissional. Além de extremante focado, duas outras características chamavam a atenção: a lealdade e a simplicidade como lidava com todos os comandados, independentemente do grau hierárquico.

A percepção dos colegas é confirmada pelas informações contidas na sua ficha do Sispes (Sistema de Pessoal) da Polícia Militar. Foi um policial completo, que conseguiu unir, como poucos, as dimensões acadêmica e operacional. Depois de formado como aspirante, em 1993, Teixeira concluiu os cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu em Docência Superior, Investigação e Perícia Criminal, Aperfeiçoamento de Oficiais e, finalmente, o Curso Superior da Polícia Militar, em 2013.

Teixeira iniciou sua carreira como oficial no 11º BPM (Friburgo), atuou na área de ensino depois de formado Perícia Criminal e colaborou durante três anos em área estratégica na Secretaria de Segurança Pública. Em unidades operacionais, foi comandante da 1ª CIPM (unidade sediada no Palácio Guanabara), subcomandante do BPVE (Batalhão de Policiamento em Vias Expressas) e do 4º BPM (São Cristóvão), e comandante do 16º BPM (Olaria) e há um ano e meio estava à frente do 3º BPM (Méier).

Construiu uma carreira vitoriosa, cultivando amigos e admiradores nas unidades onde atuou e junto às representações comunitárias. A comoção entre os companheiros de farda e moradores da região do Grande Méier refletiu esse reconhecimento. O Coronel Teixeira, de 48 anos, deixou viúva e dois filhos – uma moça de 17 anos e um menino de 12.

Um de seus colegas de turma, o Coronel Oderlei dos Santos prestou sua homenagem, escrevendo sobre o companheiro com quem conviveu por mais de 20 anos:

“Grande homem, grande amigo, grande filho, grande irmão, grande marido, grande pai, grande Comandante, grande companheiro!

“Um homem de bem! Dedicado, compromissado, um grande valor! Se junta aos demais heróis-de-verdade que tombaram em combate protegendo a Sociedade! Heróis que a Sociedade reconhece e admira!”

 

Fonte: PMERJ.

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