“UMA MARCA EXPRESSIVA, MAS LAMENTÁVEL”

 

O título deste post, publicado no portal da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), traz, em si, um brado amargurado!

O brado é nome que se dá à ação de bradar, que é “dizer em voz; clamar; gritar ou clamar cons instância”, segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

O brado é uma exclamação do dever realizado, da missão cumprida! Não traduz, absolutamente, o quanto foi fácil ou difícil e como foi alcançado os resultados previstos. Traduz a sensação da vitória, a despeito de qualquer situação subsequente.

O brado mais eloquente foi o retumbante, ouvido do Ipiranga, que cala no coração de cada brasileiro!

E o brado amargurado? Este, não é de fácil explicação, principalmente, para o caso de cada homem ou mulher — policial militar — da PMERJ, que participou direta ou indiretamente das ações e operações relatadas no post publicado e transcrito a seguir:

A apreensão dos policiais militares do Batalhão de Ações com Cães (BAC) na comunidade Rocinha, nesta terça-feira (03/10), teve um significado especial para a Corporação: atingimos a marca de 300 fuzis apreendidos só neste ano de 2017. Trata-se de um número expressivo, que superou a quantidade dessas armas apreendidas no mesmo período do ano passado, mas extremamente preocupante.
A marca revela a insuperável capacidade de trabalho da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que, mesmo sem ser a sua missão prioritária e enfrentando um período de grande dificuldade, não tem medido esforços para reduzir o número de armamentos em circulação. E deve servir também como tema de reflexão: é aceitável que um número tão grande dessas armas de uso restrito, quase todas fabricadas no Hemisfério Norte, esteja na mão de criminosos?
O Comando da Corporação, assim como as demais forças de segurança do estado, tem defendido uma articulação maior entre organismos nacionais e internacionais para conter o tráfico internacional de armas. Seja ampliando e melhorando o monitoramento das fronteiras do país, seja adotando uma metodologia de investigação mais eficiente para identificar e prender os traficantes de armas que atuam no Brasil e em outros países.
Ao observarmos a estatística, atualizada diariamente pela Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, é possível identificar as áreas mais conflagradas da região metropolitana. As unidades que mais apreenderam fuzis nesse período ou são de operações especiais ou são batalhões convencionais localizados nas regiões do Complexo da Pedreira, Complexo do Alemão e na Zona Oeste.

Na lista de modelos apreendidos, algumas armas raras.

Na relação dos 300 fuzis apreendidos pela Polícia Militar até a noite do dia 3 de outubro deste ano, há algumas armas exóticas para o mercado brasileiro. Embora raros, esses modelos de fuzis podem ser municiados com calibres convencionais como 556 ou 762.
De acordo com especialistas, a arma mais exótica nesta relação é um FS2000 calibre 556, fabricado pela empresa belga FN Herstal, considerado um dos fuzis mais modernos do mundo. O exemplar foi recuperado por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), numa operação realizada na manhã do dia 4 de maio deste ano no Complexo do Alemão. Há também na relação de fuzis apreendidos três exemplares do austríaco Steyr AUG, também de calibre 556.
Tanto o FS2000 quanto o Steyr AUG tem configuração “bullpup”, na qual a empunhadura e o gatilho ficam à frente do carregador. Essa configuração permite diminuir o comprimento da arma sem ter que diminuir o comprimento do cano. Uma arma convencional do mesmo tamanho obrigatoriamente usa um cano mais curto, o que afeta a precisão e alcance do disparo.
Outros fuzis pouco conhecidos apreendidos pela PM e catalogados pela Coordenadoria de Inteligência da Corporação:
– VZ .58 – fabricado na República Tcheca, calibre 7,62 X 39 mm (dispara a mesma munição do AK 47)
– T65 – fabricado em Taiwan, calibre 556 (suspeita-se que tenha sido extraviado do Exército do Paraguai)
– HK33 – fabricado na Alemanha, calibre 5,56 mm
– FAP – versão de cano pesado do FAL fabricado na Bélgica, calibre 7,62 mm
– MD 97 – fabricado pela brasileira Imbel (foram recuperados três exemplares provavelmente levados no assalto ao Centro de Treinamento Tático da Cia Brasileira de Cartuchos (CBC). Neste assalto, ocorrido em 2009, foram levados 22 fuzis da empresa)
-AR 15 – fabricação americana, versão calibre 7,62 mm (dispara a mesma munição do AK 47)

 

Fonte: PMERJ.

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