11 modalidades criminosas registraram quedas, em Minas Gerais, quando comparados os primeiros quadrimestres de 2016 e 2017,

As 12 modalidades de crimes registrados no Estado de Minas Gerais, e que compõem o monitoramento destacado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, estão distribuídas entre os Crimes Contra a Pessoa (CCPe) e Crimes Contra o Patrimônio (CCPa).

As modalidades dos CCPe são: “Estupro consumado”; “Estupro tentado”; “Estupro de vulnerável consumado”; “Estupro de vulnerável tentado”; “Lesão corporal consumado” e “Homicídio tentado”.

As modalidades dos CCPa são: “Extorsão consumado”; “Extorsão mediante sequestro consumado”; “Furto consumado”; “Roubo consumado” e “Sequestro de cárcere privado consumado”

Na análise dos dados divulgados, observamos nos:

1 – Resultados gerais:

  • No primeiro quadrimestre de 2017, foram registrados 170.741 eventos  dos CCpe e CCpa, e, 184.236 eventos dos CCpe e CCpa,  em 2016, indicando uma queda de 7,32% da totalidade de registros.
  • Do somatório desses registros,  os  CCpe totalizaram 26.122, em 2017, e,  26.883, em 2016, com redução de 2,83%. Os CCpa  totalizaram 151.202, em 2017, e, 155.873, em 2016, com redução de 3,00%.
  • Todas as modalidades dos CCpe e CCpa apresentação redução (de 2,36% a 47,06%) dos registros, no período considerado, exceto a de “Estupro de vulnerável consumado” que aumentou 14,36% em 2017
  • A totalidade dos CCpe corresponde a 17,25% da totalidade dos CCpa, em 2016, e, de 17,26% , em 2017, observando-se que variação não é significativa, nos períodos comparados.

2 – CCpe:

  • Os homicídios que vitimizaram 1480 pessoas, em 2016, e, 1417, em 2017; verificando ligeira queda de 4,6%. Essa modalidade criminosa corresponde 5,24% da totalidade dos CCPe registrados em 2016, e, 5,17%, em 2017.
  • No ranking dos CCPe, considerando a frequência percentual dos registros totais, encontra-se, em 1º lugar, respectivamente, no 1º quadrimestre de 2016 e 2017, a “Lesão corporal consumado” (83,24% e 83,68%); seguida de “Homicídio tentado” (6,45% e 5,71%), “Vítima de Homicídio consumado” (5,24% e 5,17%), “Estupro de vulnerável consumado” (2,76% e 3,25%), “Estupro consumado” (1,64% e 1,56%), “Estupro tentado” (0,45%) e 0,44%) e “Estupro de vulnerável tentado” (0,22% e 0,19%).

3 – CCpa:

  • No 1º quadrimestre de 2016 e 2017 O “Furto consumado” (70,93% e 71,48% e o “Roubo consumado” (28,62% e 28,15%) lideraram no ranking dos CCPa, totalizando, respectivamente, em 2016 (99,55%) e 2017 (99,63).
  • A queda nos registros de “Roubo consumado” (13,84%) foi mais significativa do que a de “Furto consumado” (0,52%).

4 – Algumas conclusões:

  • 11 das 12 modalidades criminosas tiveram registros reduzidos, me Minas Gerais, no 1º quadrimestre de 2017, comparado ao de 2016
  • A despeito de serem menores os percentuais de registros dos CCPe, em relação aos CCPa, os efeitos são bem mais desastrosos, notadamente em relação aos homicídios consumados que se tornam irreparáveis.
  • Nos CCPa, a quantidade de registros de “Roubo consumado” é menos significativa — e mais previsível — do que os registros de “Furto consumado”. Além disso, aquela modalidade é, normalmente, mais traumática para a pessoa vitimizada.
  • A previsibilidade de “Roubo consumado” pode se concretizar pelo controle mais rigoroso da circulação de armas de fogo e dos portes ilegais das mesmas, a despeito da atuação das polícias militares nesse sentido.

Fonte: Sesp-MG.

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