Ameaças norte-coreanas, às imposições da ONU, cada vez menos latentes!

Os estados Estados Unidos e Japão solicitaram mais uma “convocação de uma reunião em caráter de urgência do Conselho de Segurança da ONU”, após tomar conhecimento de que a Coreia do Norte teria anunciado “que testou com sucesso um novo tipo de míssil, que seria capaz de transportar uma “potente ogiva nuclear” e atingir bases americanas no Pacífico”.

A Rádio França Internacional (RFI) informou que a gravidade da situação poderá mobilizar novamente o colegiado da ONU, nessa terça-feira (16), para tratar, mais uma vez sobre a iniciativa norte-coreana, penalizada mais de uma vez.

O teste consequente do “programa nuclear de Pyongyang”, segundo o presidente russo, Vladimir Putin, é “contraproducente e perigoso” e solicitou “que se deixe de ‘intimidar a Coreia do Norte'”, buscando-se “uma solução pacífica ao conflito” que parece muito distante, devida às constantes desobediência da liderança da Coreia do Norte.

Tudo indica que há as intenções norte-coreanas são mais provocativas do que testar simplesmente a capacidade bélica, considerando que a “agência estatal norte-coreana KCNA informou que o míssil testado no domingo, denominado Hwasong-12, pode atingir um alvo a média ou longa distância”. Além disso, tem sido comum, a presença de Kim Jong-Un nessas atividades, indicando que o líder norte-coreano, durante o último teste “supervisionou pessoalmente o lançamento do novo modelo de foguete”, segundo aquela agência.

Segundo da RFI, “Algumas fotos mostram o dirigente em um hangar perto do míssil. Em outras imagens, ele aparece ao lado de oficiais aplaudindo o disparo”.

A RFI noticiou também que:

O teste pretendia examinar “os detalhes técnicos e as características” de um novo tipo de foguete, “capaz de transportar uma carga nuclear grande e poderosa”, diz a KCNA. O míssil seguiu a trajetória prevista, alcançando uma altura de 2.111,5 quilômetros, e caiu a 787 quilômetros de distância do ponto de lançamento, “precisamente onde se desejava”, destacou a agência oficial norte-coreana.

Segundo especialistas, essa descrição indicaria que o míssil pode ter um alcance de 4.500 quilômetros. O míssil permaneceu no ar durante meia hora, antes de cair no Mar do Japão, situado entre os dois países, segundo o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

Este foi o segundo lançamento de míssil em duas semanas e o primeiro desde que o presidente Moon Jae-In tomou posse na Coreia do Sul. Outro míssil de teste lançado em março também caiu em uma área muito próxima do Japão, o que provocou alerta no governo de Tóquio.

Há informações de autoridades americanas sobre o míssil testado, inclusive, com “Avanço substancial”, pois, de “acordo com Jeffrey Lewis, do Middlebury Institute of International Studies, com sede nos Estados Unidos, ‘este é o míssil de maior alcance já testado pela Coreia do Norte'”.

Foi divulgado, ainda, pela RFI, que:

O engenheiro aeroespacial John Schilling, citado pelo site especializado 38 North, disse que o foguete parece pertencer à categoria intermediária de míssil balístico, “capaz de atacar com precisão a base americana de Guam” no Pacífico. “E o que é mais importante, representa um avanço substancial para o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM)”, completou.

Apesar de Washington não descartar nenhuma opção, Pequim já se mostrou contrária a qualquer uso da força contra Pyongyang, com receio das consequências que um conflito na península coreana pode ter em sua fronteira.
A China sugere há várias semanas que a Coreia do Norte suspenda seu programa nuclear e balístico. Pequim também defende que os Estados Unidos e a Coreia do Sul encerrem os exercícios militares organizados na região. A proposta foi rejeitada por Washington, que deseja de Pequim uma aplicação mais rigorosa das sanções adotadas pela ONU contra o regime norte-coreano.

“Que esta última provocação sirva de chamado a todas as nações para implementar sanções muito mais fortes contra a Coreia do Norte”, afirmou a Casa Branca em um comunicado.

E a posição da liderança russa, na mesma linha de Putin, é a de minimizar a “gravidade do teste norte-coreano”, uma vez que o “ministério da Defesa de Moscou afirmou em um comunicado que o míssil caiu a 500 km de sua fronteira e que ‘não representa nenhum perigo’ para o país”.

Fonte: RFI

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