Escudo Antimísseis Contra a Ameaça da Coreia do Norte.

Declarada a decisão dos USA para apoiar a Coreia do Norte e Japão

O Comando do Pacífico, segundo a RFI, informou, nesta terça-feira (7), sobre a possibilidade da “instalação do Terminal High Altitude Area Defense (THAAD)”. Assim, “contribuirá ‘para um sistema de defesa antimísseis e aumentará a defesa da aliança entre Estados Unidos e Coreia do Sul contra as ameaças de mísseis da Coreia do Norte’. Para aquele Comando, “que supervisiona as operações militares dos Estados Unidos na Ásia e no Pacífico, ‘os testes de aceleração do programa norte-coreano de armas nucleares e de lançamento de mísseis balísticos constituem uma ameaça à paz e a segurança internacionais e violam várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas’.

O acordo da instalação do sistema THAAD foi firmado, em 2016, entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos. A China, ao contrário “denunciou – em diversas ocasiões – como uma ameaça a sua segurança”. Então,

Pequim reafirmou nesta terça-feira sua intenção de defender “resolutamente” seu sistema de segurança depois da implantação do THAAD na Coreia do Sul, segundo advertiu a chancelaria chinesa, cujos avisos anteriores foram ignorados pelos Estados Unidos.

A iniciativa do acordo mencionado foi entendida assim, por Geng Shuang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, após afirmar:

“os Estados Unidos e a Coreia do Sul sofrerão todas as consequências” […] “Apelamos a todas as partes a interromper a implantação, e que não sigam por um caminho ruim”.

O Comando do Pacífico explica que o “THAAD seria desenhado para interceptar e destruir mísseis balísticos de curto e médio alcance, durante sua fase final de voo”, cumprindo “uma função estritamente defensiva e não representa qualquer ameaça a outros países da região”.

Na notícia da RFI, observamos que:

Trump reafirma compromisso com aliados contra Coreia do Norte

Em conversa por telefone com os líderes de Coreia do Sul e Japão nesta segunda-feira (6), Trump enfatizou o “compromisso inviolável dos Estados Unidos” de estar ao lado dos dois países diante das “sérias ameaças representadas pela Coreia do Norte”. O presidente americano conversou separadamente com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e depois com o presidente interino sul-coreano, Hwang Kyo-Ahn, após o lançamento dos mísseis norte-coreanos como parte de um exercício visando atingir as bases dos Estados Unidos no Japão.

“Ele [Trump] enfatizou que seu governo está caminhando para melhorar ainda mais nossa capacidade para dissuadir e nos defender dos mísseis balísticos da Coreia do Norte, usando toda a gama de meios militares dos Estados Unidos”, acrescentou um comunicado da Casa Branca.

Segundo um funcionário americano, cinco mísseis balísticos foram disparados na segunda-feira (6) pela Coreia do Norte. Um caiu na Península da Coreia e os outros quatro no Mar do Japão.

Fontes americanas e sul-coreanas informaram que não foram mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), com os quais Pyongyang sonha em se dotar para atingir os Estados Unidos. Segundo as mesmas fontes, foram disparados mísseis balísticos de menor alcance, inspirados nos Scud da era soviética.

A notícia destacou também a participação da ONU, informando sobre a:

Reunião do Conselho de Segurança da ONU

O incidente levou Washington e Tóquio a solicitar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que ocorrerá na quarta-feira (8), segundo a delegação americana. O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, condenou os disparos de mísseis balísticos afirmando que “ações como estas violam as resoluções do Conselho de Segurança e minam gravemente a paz e a estabilidade regional”.

De acordo com Guterres, os disparos constituem uma “contínua violação das resoluções do Conselho de Segurança por parte da República Popular Democrática da Coreia”. As resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de utilizar qualquer tipo de míssil balístico. No entanto, seis pacotes sucessivos de sanções impostos a partir de um primeiro teste nuclear norte-coreano, em 2006, não conseguiram dissuadir Pyongyang de avançar com seu programa.

Segundo o premiê japonês Shinzo Abe, foram disparados quatro mísseis, que, após percorrerem cerca de mil quilômetros no sentido leste, três acabaram caindo na “Zona Econômica Exclusiva” japonesa, ou seja, a menos de 200 milhas marinhas (370 km) da costa do Japão.

Fonte e foto destacada: RFI.

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