OFICINA REDATORIAL GUIMARÃES ROSA.

A partir do início de abril de 2018, organizarei uma sala de aula de Português, em Bom Despacho, para até sete (com o mínimo de cinco) alunos por turma, na Rua Pedro Simão Vaz, 217, Jardim dos Anjos.

Cuidarei de dois cursos destinados a alunos de qualquer idade, a partir de catorze anos, e escolaridade igual ou superior à nona série: 1.Gramática e Estilística da Língua Portuguesa; 2.Técnicas de Redação pela Totalidade Verbal e Articulação Dialético-Estrutural da Língua Portuguesa.

Cada curso abrangerá carga-horária mínima de sessenta módulos-aula de cinquenta minutos cada um, executados à razão de dois ou quatro módulos-aula semanais, de segunda a sexta-feira.

Preço: R$ 200,00 (por aluno) por nove módulos-aula mensais (dois módulos-aula semanais).

Taxa de matrícula: R$ 60,00.

Ao longo de ambos os cursos, implementarei orientações indispensáveis à prática e ao hábito da Leitura Sinfrônica: santo remédio para a abertura de cabeça.

Não aplicarei o tal para-casa a meus alunos, muito menos abrirei minha
Oficina ao acompanhamento do para-casa adotado na rede escolar.

Conto com a eficaz e saudável divulgação boca a boca deste meu projeto estratégico-pedagógico, para cujo sucesso preciso da colaboração de meus Amigos e Amigas, especialmente de quem conhece meu trabalho de Professor de Língua Portuguesa.

Professor João Bosco de Castro: celular (31) 98432-1539.

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O OITAVO ANIVERSÁRIO DA MESAMARIANO

Às 9h30min de 23 de fevereiro de 2018, no Auditório da Fundação Guimarães Rosa — FGR (Rua das Chácaras, nº 210, Bairro Mantiqueira, Venda Nova, Belo Horizonte – MG), a Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MesaMariano celebrou seu Oitavo Aniversário de Instalação, com pauta assentada em três pilares:

1. posse do Coronel Isaac de Oliveira e Souza na categoria de Acadêmico-Honorário da MesaMariano;

2. posse da Jornalista Jéssica Fernanda Batista da Silva no encargo de Secretária da MesaMariano;

3.instalação da Biblioteca Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro — Espaço Fantásticas Veredas.

Depois do Preâmbulo de Recepção, cantou-se o Hino Nacional Brasileiro e proferiu-se a Invocação Acadêmica, mediante coparticipação do Acadêmico-Honorário Eduardo César Reis.

O Expediente noticiou à MesaMariano o falecimento de seu Acadêmico-Honorário Leozítor Floro, ocorrido em Brasília-DF, em 18 de fevereiro de 2018.

O Ritual de Posse, mediante prolação de Termos Epistêmicos, elevou o Coronel Isaac de Oliveira e Souza à categoria dignitária de Acadêmico-Honorário e Oficializou a Jornalista Jéssica Fernanda Batista da Silva no exercício do encargo epistêmico de Secretária, ambos na Estrutura Constitutiva da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MesaMariano. A ambos os Empossados, na forma constitutitária, conferiram-se Diploma, Insígnia Metálica e respectiva Réplica para lapela. Para isso, desempenharam-se os acadêmicos João Bosco de Castro, Presidente da MesaMariano, e Pedro Seixas da Silva, Presidente do Conselho-Diretor do mesmo Sodalício Epistêmico e Superintendente-Geral da Fundação Guimarães Rosa, aos quais se juntaram a Professora Márcia Soares e Fisioterapeuta Jéssica Karine, esposa e filha do novo Acadêmico- Honorário Isaac de Oliveira e Souza, Antônio Carlos Cabral de Aguiar, José Antônio Borges e Elza Maria de Magalhães, Acadêmicos Epistêmicos da MesaMariano. Pela Ordem do Dia, o Acadêmico-Epistêmico-Fundador João Bosco de Castro apossou-se da palavra para sumular a biografia dos Empossados e sua importância para o desiderato funcional da MesaMariano, como Oficina de Erudição e Humanidades no domínio da Epistemologia. Quanto ao Acadêmico Isaac, realçou-se-lhe o cabedal de Policiólogo Eminente, Gestor de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, exímio Professor e meticuloso Pesquisador das Ciências Policial-Militares e dos Engenhos do Planejamento Estratégico, além de CEO do Portal Pontopm — veículo moderno para a divulgação das Ideias e Realizações das Forças Públicas da Paz Social e Defesa Civil e Interna em espaços do Brasil e Portugal, afora espelho jornalístico aberto a assuntos socioculturais e literários, para gáudio dos espíritos afeitos às delícias da fina Poemática e aos encantos sensoriais da Narração-Descrição de sutil sugestão estética. Orgulha-me ser colaborador e jornalista do nobre Pontopm!

Cumprido o esplêndido Ritual de Posse, o Acadêmico-Honorário Isaac de Oliveira e Souza proferiu sumoso e elegante discurso, com referências a seu preparo intelectual e tecnoprofissional de erudição geral e domínio dos Saberes Militares e Policiológicos, a par de justas loas à MesaMariano a cujos misteres constitutitários reafirma seu compromisso com o melhor-pensar e o melhor-fazer. O excelente e viçoso conteúdo dessa fala do Empossado lavra-se em forma digna de ser publicada e espalhada aos ares da Sabedoria pelo Portal Pontopm!

O Acadêmico Epistêmico-Fundador João Bosco de Castro, Presidente da MesaMariano e titular da Cadeira Epistêmica nº 3, retoma a palavra e disserta sobre o Oitavo Aniversário de Instalação do citado Areópago, com ênfase no Vulto polimórfico e polissêmico do Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro, Patrono da dita Cadeira Epistêmica nº 3, ombro a ombro com o respectivo Prócere, o insuperável Imperador do Barroco Lusófono, o Padre-Mestre Antônio Vieira. Na historiografação desse Oitavo Aniversário, João Bosco louvou a pessoa, a fibra humana e os altos feitos de Carvalho Monteiro — particularmente a elaboração e publicação, em 1944, do necessário e denso Livro NOÇÕES DE INSTRUÇÃO POLICIAL, alicerce da Policiologia em Minas Gerais e Brasil, com única edição de mil e quinhentos exemplares, em papel de folha de bananeira, organizada e lançada no sublime Departamento de Instrução do Prado Mineiro e destinada prioritariamente aos respectivos Alunos do Curso de Formação de Oficiais e do Curso de Formação de Sargentos da então Força Pública das Alterosas, aos quais o Autor lecionava os melhores modos e meios de fazer polícia. Carvalho Monteiro assumiu o custo completo de referida edição, porque, segundo o Comandante-Geral da Corporação, Coronel Vicente Torres Júnior, o Erário Mineiro não dispunha para tanto do suporte orçamentário-financeiro. João Bosco sintetizou a bela construção da MesaMariano, com registros de sua gestação no Gabinete do Subcomandante da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, ao longo do período de 2002 a meados de 2008, sob a regência profícua do então Tenente-Coronel Márcio Antônio Macedo Assunção, ideologização e idealização da existitura Oficina de Ideias e Dialética, em 8 de julho de 2008, e sua criação, em 14 de dezembro de 2009, tudo isso no mesmo Gabinete do Subcomandante, fornalha essencial e forja majestática dessa Casa de Erudição e Humanidades cujo Patronímico-Mor acolhe as marcas melhores do Capitão-Professor João Batista Mariano, Arquiteto do Curso Militar e Propedêutico e, como Professor Complementar da Força Pública, o Precursor do D.I. (rótulo como Ele próprio se chamava a si mesmo e divulgado por Ele mesmo em texto fino e erudito). Em 8 de julho de 2008, os Fundadores Principais desta Oficina Epistêmica (Tenentes-Coronéis Márcio Antônio Macedo Assunção e Ricardo Santos Ribeiro e Major-Capelão Samuel Sérgio Drumond) deram a Ela o nome de Academia de Mesa Tenente-Coronel João Bosco de Castro. Ao recusar a atribuição de seu nome ao idealizado Sodalício, João Bosco foi instado a escolher outro Patronímico e propôs, com aprovação unânime, o registro de Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MESAMARIANO. Em 14 de dezembro de 2009, criada a Casa, João Bosco, em nome dos citados Fundadores, propôs ao Coronel Álvaro Antônio Nicolau, Superintendente-Geral da Fundação Guimarães Rosa, a vinculação da MesaMariano à mencionada Estrutura Terceiro-Setorista, com sucesso absoluto e acolhimento de arrimo de manutenção logístico-administrativo-financeiro. Lavraram-se os atos necessários à efetivação legal, principalmente a indispensável Carta Constitutiva, e, às 9h30min de 25 de fevereiro de 2018, no Auditório da Fundação Guimarães Rosa, instalou-se, em belíssima Cerimônia, a ora Aniversariante Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano — MESAMARIANO.

Ponto Relevante do Aniversário: Instalação da Biblioteca Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro, com leitura e assinatura do respectivo Termo de Instalação.

Conferiu-se à Família Carvalho Monteiro Benemérita da MesaMariano, na pessoa da Professora Hebe Vieira Monteiro Moreira, primogênita do Eminente Professor-Policiólogo, o competente Diploma reforçado pela Insígnia da MesMariano e respectiva Réplica para lapela, com a coparticipação dos Acadêmicos Pedro Seixas da Silva e Márcio Antônio Macedo Assunção, Coronéis Jackson Antônio Assunção Oliveira, Wínston Coelho Costa e Zílton Ribeiro do Patrocínio, e do Médico Marcos Monteiro Moreira, Neto do Homenageado.

Em nome da Família Carvalho Monteiro, proferiu discurso belo e sumoso, com lhanas referências à MesaMariano e a seu tio-padrinho Wadico — hipocorístico familiar e afetuoso reservado a Oswaldo de Carvalho Monteiro —, seu sobrinho, o Médico Ernesto Lentz de Carvalho Monteiro, da Academia Mineira de Medicina e Sociedade Brasileira de Médicos Escritores — SOBRAMES.

Finalizou-se nossa Magna Sessão, às 12h, com o Descerramento da Placa de Inauguração da Biblioteca Tenente-Coronel-Professor Oswaldo de Carvalho Monteiro pela Professora Hebe Vieira Monteiro Moreira, Médicos Ernesto Lentz de Carvalho Monteiro e Marcos Monteiro Moreira, Acadêmico Pedro Seixas da Silva, Coronel Zílton Ribeiro do Patrocínio, Parentes e Amigos de Carvalho Monteiro, da MesaMariano e Fundação Guimarães Rosa, e Dentista Beatriz Campos de Paulo, futura esposa do Presidente João Bosco de Castro.

Após falar sobre a relevância do Acervo de Carvalho Monteiro para a Fundação Guimarães Rosa e MesaMariano, João Bosco de Castro entregou, com dedicatória singela, um exemplar de NOÇÕES DE INSTRUÇÃO POLICIAL, de seu Pai, à Professora Hebe Vieira Monteiro Moreira, extensivamente à Família Benemérita da MesaMariano.

O Acadêmico Pedro Seixas da Silva, Superintendente-Geral da FGR, selou nossas realizações de aniversário com lauto e saboroso Almoço Mineiro servido, no Refeitório Veredas, a Confrades, Confreiras e Amigos da MesaMariano e a Familiares de Carvalho Monteiro e do Coronel Isaac, novo Acadêmico-Honorário!

Bom Despacho-MG, 27 de fevereiro de 2018.

João Bosco de Castro.

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MILITAR RESPEITÁVEL, HISTORIÓGRAFO AUTÊNTICO…

Conheci-o, em 1966, como Tenente do Departamento de Instrução do Prado Mineiro, quando me iniciei no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais. Ele foi meu Professor de História Militar, História da Polícia Militar de Minas Gerais e Cerimonial Militar — especialmente sobre o Regulamento de Continências, Honras e Sinais de Respeito, R Cont… Explícito e excelente em tudo quanto fazia e ensinava!… Dava gosto ver e ouvir suas verbosas explosões de entusiasmo profissional e retidão de caráter. A partir de 1968, já Capitão, Ele continuou meu Professor e recebeu o cargo de Comandante da Terceira Companhia de Alunos do citado e notável DI, à qual pertencia minha turma de Cadetes. Convivemos bem e intensamente. Sempre lhe apreciei os modos e os meios corretíssimos e exemplares de ser Oficial, Professor e Líder. Sua postura e seus jeitos de compostura encantavam-me, principalmente porque sua palavra, sempre me ensejava confiança inquebrantável e inegociável, e irradiava sólida manifestação de justiça e capacidade cristalina de convencer por meio da linguagem dos bons exemplos. Frenético e vibrante, Ele nunca me deixou na encruzilhada escura…

Refiro-me àquele jovem e esguio Oficial Leozítor Floro da enfumaçada Década de 1960.

Concluí meu C.F.O., vigorosamente militarista, em 5 de dezembro de 1969. Como Aspirante a Oficial, classificaram-me no próprio Departamento de Instrução do Prado Mineiro, como Professor dos Saberes Militares e de outro sublime Saber, até então ainda obscuro às mentes brasileiras: Policiamento, Polícia, Teoria de Polícia, Ciências Policiais, Policiologia. Os revolucionários Decretos-Lei nº 317/1967 e nº 667/1969 impunham mudanças profundas às Polícias Militares Brasileiras para o conhecimento e a prática de Coisas de Polícia, e o Departamento de Instrução do Prado Mineiro decidiu, a partir do Ano Letivo de 1970, priorizar as Malhas Curriculares dos Cursos de Formação de Oficiais e de Formação de Sargentos assentadas nos conceitos de Polícia e seus múltiplos e intricados correlatos. Aos Aspirantes classificados no D.I., em 1969, competia desbravar e aplainar tal Floresta Jurídico-Epistêmica.

A essa Revolução Institucional, intra e extra-Departamento de Instrução, mais praticamente ao longo de todas as Unidades da Corporação, de 1967 a 1996 (?…) chamei O Estouro do Casulo, em meu Livro homônimo, lançado em 1998 e republicado em 2009, já sob o pálio do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro.

Como verdolengo Professor do D.I., a partir de 1970, sob as novidades policiais brasileiras, continuei a conviver com o Capitão Leozítor Floro.

Em 1972, Ele publicou o excelente Manual de História Militar, com base no qual, em 2004, convidei-o para o provimento de Cadeira Areopagítica na Seção de História da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG. Ele não se decidiu a isso, de pronto. Reformulei-lhe tal convite, em 2012. Ele o aceitou e ocupou, com denodo e valor pesquísico, a Cadeira Areopagítica nº 4 do dito Silogeu Rosiano, sob os auspícios do Patrono Coronel-Historiador Antônio Augusto de Lima Júnior.

Em 2015, o Coronel Leozítor Floro — Historiógrafo de mão-cheia e pesquisador respeitável — publicou A POLÍCIA MILITAR ATRAVÉS DOS TEMPOS — DOS PRIMÓRDIOS AO REGIMENTO REGULAR DE CAVALARIA (volume I), sobre cujo autêntico e legítimo conteúdo, fundado em inatacável pesquisa, expedi e assinei Laudo de Análise Historiológica.

Toda essa riqueza historiográfica de cunho academial levou-me a conduzir o Coronel Leozítor Floro aos pódios gloriosos de Pesquisador Benemérito Notável da Polícia Militar de Minas Gerais, Excelência em Pesquisa em Defesa Social, Prêmio Coronel Alvim de Ciências Militares (com o título de Prócere Magistral em Ciências Militares da Polícia Ostensiva e chancela de Notório Saber) e Acadêmico-Honorário da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano FGR —MesaMariano.

Em 18 de fevereiro de 2018, à noite, o Coronel-Acadêmico Leozítor Floro foi chamado para o outro lado agostiniano do caminho, para brilhar nas Constelações do Hemisfério da Sabedoria Eterna.

Louvor e Paz a tão notável e profícuo Pesquisador! Militar respeitável, Historiógrafo autêntico…

Bom Despacho-MG, 27 de fevereiro de 2018.

João Bosco de Castro,

Presidente da MesaMariano,

Jornalista do Pontopm,

Professor Emérito da APM Pra.Min.,

Editor-Associado da Revista O Alferes…

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CONHECIMENTO NÃO TEM PÁTRIA…

Conheço-o bem, desde seus primeiros dias de Cadete da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro, no ocaso da década de 1980. Fui-lhe Professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, quando a Força Pública do “Animoso” Alferes ainda cinzelava e polia o espírito de seus Cadetes e Oficiais com os melhores engenhos de Erudição e Humanidades.

Aspirante a Oficial no fim de 1990, Ele tem repetido o brilho tecnoprofissional, a inteligência e a lhaneza de seus ascendentes, valorosos Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, na História de nosso de nosso glorioso Exército Mineiro da Paz Social.

Acompanhei-o, a distância, com orgulho de Mestre a serviço da prosperidade ética e deontológica do Discípulo estudioso e trabalhador construtivista. Com alegria, viajei horas a fio de observador feliz de seus feitos civis e policial-militares de muito respeito, de tenente a coronel, em nossa caserna aprestada para o exercício da polícia ostensiva, preservação da ordem pública e defesa territorial e interna, como comandante de pelotão, companhia, batalhão e região policial-militar, como inigualável assessor de comandantes, gestor de ações e operações táticas e estratégicas, professor e pesquisador graúdo e confiável das Ciências Militares da Polícia Ostensiva, Ciências Policiais e Ciências da Administração, nas Cátedras, Periódicos Policiais e Laboratórios da dita Academia de Polícia Militar, seu Centro de Pesquisa e Pós-graduação e Escola de Formação de Oficiais.

Vi-o também crescer na seara civil do Curso de Administração do Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte, e em outras conspíscuas Instituições de Educação Superior do Circuito Mineiro, notadamente no Sul de Minas, como acadêmico e mestre.

Conhecimento não tem pátriaMais recentemente, escudado por sólida massa crítica de saberes e sabedoria, já no posto de Coronel, ao longo de um ano de Altos Estudos em renomada Escola do Exército Brasileiro, sediada na curtida São Sebastião do Rio de Janeiro, Ele conclui, brilhantemente, robusta Pesquisa, em nível de pós-graduação em Assuntos Estratégicos, mais apropriadamente em Planejamento Estratégico. Verdadeiro primor de inteligência e utilidade sociocultural imprescindível à Grandeza da Gestão Moderna, tanto nas fornalhas militares e policial-militares quanto nos ofícios de domínio civil! Em razão dessa proeza de cunho prático e científico, Ele escreve, organiza e publica o monumental livro Fundamentos de Planejamento Prospectivo aplicados à Polícia Militar, lançado em 2016, no Clube dos Oficiais da Polícia Militar.

Logo após tal lançamento, em minha situação de Presidente da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG, indiquei o nome desse notável Escritor ao competente Conselho Superior para a dignidade majestática de Acadêmico Efetivo-Curricular do mesmo Sodalício. Aprovado, à unanimidade, ainda 2016, em Solenidade Academial de Rito Altaneiro, oficiei a Cerimônia de Posse desse Titã das Letras Castrenses, para enriquecimento substancial de nossa Oficina de Letras e Saberes. Isso me enternece, reanima e sobreleva!

Em julho de 2017, como Presidente da Academia Epistêmica de Mesa Capitão-Professor João Batista Mariano – MesaMariano, no Auditório da Fundação Guimarães Rosa, cumpri o ritual de premiação do Vencedor do Prêmio Coronel Alvino Alvim de Menezes de Ciências Militares da Polícia Ostensiva/2017, com base em relevante Livro sobre esse necessário tema da prosperidade comunitarista da defesa de pessoas e instituições. Venceu tal Certame exatamente a emblemática Pesquisa rotulada como Fundamentos de Planejamento Prospectivo aplicados à Polícia Militar, lavrada pelo Intelectual motivador desta historiação, a Quem também me honrou conferir o Diploma de Prócere Magistral em Ciências Militares da Polícia Ostensiva, com a Chancela de Notório Saber nessa Área Epistêmica, Medalha Coronel Alvim e respectiva Réplica dourada para lapela.

Por todos esses gloriosos méritos, conferi-lhe a insuperável Medalha Cultural Acadêmico Saul Alves Martins, com Diploma e respectiva Réplica dourada para lapela.

Quem é aquele Cadete do ocaso da década de 1980?!…

Todos o conhecemos e respeitamos. É o Coronel Sérgio Henrique Soares Fernandes, transferido, na última terça-feira (23), para o venerando Quadro de Oficiais da Reserva da Polícia Militar de Minas Gerais, após vencer trinta anos de efetivo serviço à paz social e ao Engenho Epistêmico da Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública.

Mercê de sua prodigiosa inteligência e marcante desempenho academial contidos em fé de ofício de Extraordinário Vulto, Ele está de malas prontas para instalar residência, com a distinta Família, em Setúbal, na acalentada Bacia do Rio Sado, berço grandioso do Príncipe Neoclassicista da Língua de Camões – o inigualável Poeta Árcade Manuel Maria Barbosa du Bocage, somente suplantado pelo Gênio Criador de Os Lusíadas, em domínios da Lusitânia centrada na Serra da Estrela, ungida pelos fluidos metafísicos do Líder-Pastor Viriato, símbolo grandiloquente e ancestral-mor dos Filhos de Luso.

Pelo renome nutrido em seu Fundamentos de Planejamento Prospectivo aplicados à Polícia Militar e à sombra de tudo quanto plantou em seu vastíssimo Horto Acadêmico e Magisterial, o Coronel Sérgio Henrique Soares Fernandes atende a honroso convite para, na República Portuguesa, lecionar em Escolas de Setúbal, inclusive em Institutos de Polícia.

Boa-sorte a Ele e respectiva Família!

Perde-o o Brasil. Ganha-o Portugal, para gáudio das Ciências Militares, Policiais e Gestoriais, pois conhecimento não tem Pátria…

Belo Horizonte [de Bom Despacho]-MG, 24 de janeiro de 2018 [243º Aniversário de Criação do RRCCRMOuro: PMMG].

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AMIGO…

AMIGO…

 

João Bosco de Castro.

 

A João Rodrigues de Castro, Meu Pai.

 

 

Alguém pergunte a si o que é ser gente,

E a si mesmo responda, com nobreza

E vontade de agir amavelmente,

Que é ser capaz de olhar a Natureza

 

Co’os olhos de quem lê na água corrente

As frases da concórdia e a singeleza

Da mão pronta a amimar, calosa e quente,

A fera destratada por vileza

 

De sublime animal que faz e pensa,

Mas amesquinha coisas grandiosas,

Tecidas na oficina do Artesão

 

Supremo, ao Qual o quíchua rendeu crença,

Para ao mundo ensinar lições vultosas:

Meu amigo é meu outro coração!

João Rodrigues de Castro

De Belo Horizonte-MG para Bom Despacho-MG, 21 de junho de 2001.

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VOTOS DA GLÓRIA!…

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Viva nossa Confreira ANA-ROSIANA!

ANA-ROSIANA.

João Bosco de Castro.

Existem pessoas raras, felizmente!

Dentre essas raridades humanas, há Pessoas Maiúsculas, acima da condição de homem ou de mulher.

Segundo Baltasar Gracián, o eminente Jesuíta do Barroco Espanhol, autor de ideias monumentais do século XVII, dentre as quais A Arte da Sabedoria [(Oráculo Manual y Arte de Prudencia, no Castelhano de 1648), louvado pela Professora-Doutora Monica Figueiredo, da UFRJ], “… nem todo mundo é uma ‘pessoa’ (persona) de fato. Alguém se torna uma pessoa, e não apenas um homem ou uma mulher, à medida que se esforça para evoluir, aprimorar-se e aperfeiçoar-se.”

Felizmente, entre nós, da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG, fulgura uma dessas Pessoas Maiúsculas, conhecida como Aninha da Academia.

Trata-se da modelar e polivalente Senhora Ana Maria de Matos Nascimento.

Servidora do Clube dos Oficiais, Ana Maria foi passada à disposição de nosso pujante e notável Sodalício de Letras, no início de 2005, e, ao longo desses doze anos, fez e faz tão bem à Academia e ao respectivo Quadro Academial, a ponto de haver transformado seu trabalho profícuo e seus gestos cordiais em símbolo vivo da Casa Rosiana dos Artífices da Paz Social de Minas Gerais.

Disposta, alegre, desenrolada e generosa, Ana Maria guindou-se à categoria de Parceira-Benemérita, em 2008, como reconhecimento de sua oferta expressiva de valiosos Livros ao Acervo da Biblioteca Acadêmico-Fundador Ary Braz Lopes, do referido Areópago. Essa doação preciosa aliou-se à verdadeira e insuperável autodoação de Ana Maria aos misteres totais da Vida Acadêmica. A Aninha da Academia cresceu muito com essa Oficina Socioliterária. Ela aproveitou maravilhosamente bem os melhores fluidos metafóricos e linguísticos, até os gramaticais, típicos de seu ambiente de devoção profissional. Estudou bastante. Licenciou-se em Letras (Português-Inglês), com exemplar dedicação aos propósitos de Professora. Sua monografia de conclusão da Licenciatura ainda brilha como estrela de coroamento de esforços pessoais e intelectuais, com pesquisa literária de vulto esplêndido sobre a poemática nordestina lavrada por Antônio Gonçalves da Silva, o lendário Patativa do Assaré. Depois de tal Licenciatura e sob o manto acadêmico, Ana pós-graduou-se em Atividades Sociais.

Sob a óptica de Baltasar Gracián, Ana Maria é Pessoa!

Com esses valiosos títulos, Ela continua prestimosa e pronta para as mais diversas colaborações em prol da grandeza e prosperidade areopagítica da Academia de Letras João Guimarães Rosa, lume de orgulho dos Militares Estaduais Mineiros, porque Ana Maria preservará sua bela marca de símbolo vivo da Academia.

Parabéns à Senhora Ana Maria de Matos Nascimento!

Viva nossa Confreira ANA-ROSIANA!

 

Belo Horizonte-MG, 25 de setembro de 2017.

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DESNATAL…

DESNATAL…

João Bosco de Castro.

Não se quer paz colossal,
Mas tolerância ideal
Entre os mais ricos e pobres,
Sábios-plebeus, rudes-nobres…
Rebimbalhem sinos loucos
Aos zonzos ouvidos moucos
Do descascado operário:
Desemprego e dessalário!
Deus nos livre do Natal
Infaustosamente feio,
Empedernido-abissal,
Com demônios de permeio,
Medonho-comercial,
De mesquinharias cheio,
Tristonho-torrencial,
Com barrelas meio-a-meio,
Tiritante-glacial,
Invernável devaneio,
Guloso-financial:
Um despautério fatal!

Procura-se a mão querida
Que afague a plebe sofrida,
No desatino cinéreo:
Arcanjo de refrigério…

Espera-se a voz amável
Que apouque a sanha intratável
Dos vendilhões da matéria,
Tão fátua quão deletéria!

Deus acenda a Estrela-Guia
Com fachos de caridade
E beleza luzidia,
Em cachos de claridade,
Pra o trigo de cada dia
Estalar grãos de bondade
̶ Tanto na terra baldia
Quanto na feliz herdade ̶
E indicar a lapa fria
Onde fulge a Divindade
Ao faminto universal,
Descrente do DesNatal!

Como em sombrio milagre,
Torne-se em mel o vinagre,
Ceda o siroco ao favônio,
Junte-se o rei ao campônio.

Revogue-se a pequenez…
Dê-se ao zé a melhor vez
De sentir-se intensamente
Respeitado como gente!

Deus invalide o Natal
̶ Negociata-sem-freio,
Chanfalho neoliberal,
Baú-de-patacas-cheio
(Nevoso dólar-r$eal,
Incerteza com receio
De rapinagem feral,
Qual cego no tiroteio,
Ouro-na-bolsa-infernal:
Fanfarrão-de-jogo-feio),
Vazio-do-Essencial ̶ ,
Festança-de-negaceio:
Lamentoso DesNatal…
Deus nos livre desse mal!

Só se quer a paz normal,
Com sorriso cordial
E gesto sincero e nobre
Entre o mais rico e o mais pobre…

Cautela com a coisa fútil!…
Não se creia no desútil
Nem no estroina faroleiro:
Pudor é mais que dinheiro!

Natal de verdade é isto:
O Querubim dadivoso
Transforma em Templo amoroso
O coração antiCristo!…

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POLICIAL MILITAR ESCORREITO E INIGUALÁVEL…

Conheci-o, no Centro de Pesquisa e Pós-graduação da Polícia Militar de Minas Gerais (CPP – PMMG), em meados de 2002. Eu já estava na segunda fase de meu retorno à ativa da Corporação, às vésperas da publicação de meu quarto volume da Coletânea Essência Doutrinária, Glorioso Tormentório, após cujo lançamento se interromperia tal trabalho de Fundamentação Ética, para Eu ajudar a cuidar da implantação da esplêndida e marcante Reforma da Educação de Polícia Militar da PMMG de 2001, graças à qual se criara o Centro de Pesquisa mencionado, segundo vontade e decisão do então Comandante-Geral, Coronel Álvaro Antônio Nicolau. Meu recém-conhecido era Segundo-Sargento e recebera a missão de reazeitar a diagramação e arte-finalização de Glorioso Tormentório, já digitado, diagramado e arte-finalizado por minha Filha Ana Lívia Azevedo Castro e refundido, no próprio CPP, pela Caba Valéria Gonçalves (somente soube ser esta a esposa do tal novo-conhecido, algum tempo depois…).

Começamos a labuta conjunta, no CPP. Gostei do jeitão discreto e operoso dele. Homem de valor!…

Tratava-se do Segundo-Sargento Antônio Geraldo Alves de Siqueira!

Afeiçoamo-nos um ao outro, com boa camaradagem e respeito recíprocos. Isso virou legítimo e transparente Companheirismo, qualidade preciosa e necessária ao melhor convívio, especialmente em ambiência policial-militar de saudável serviço público exigente de autenticidade e legitimidade plenas.

Além de Assessor Especial do Comandante do efêmero e malsoante Instituto de Educação de Segurança Pública  ̶  nome necessariamente apagado em favor do rebrilho viçoso do rótulo de Academia de Polícia Militar…  ̶ , tornei-me, também, no dia a dia, Redator-Revisor, informal e pacato, das coisas garatujadas pelos sábios do Prado Mineiro, principalmente pelos Organizadores e Artífices do Centro de Pesquisa e Pós-graduação. Depois, até me fizeram de Consultor para as tretas da Educação, ao longo dos Centros diversos da Academia, enfaticamente do Centro de Pesquisa e Pós-graduação e, mais enfaticamente ainda, da gloriosa Revista O Alferes e respectivo Conselho Editorial (retimbrado de Comitê Editorial), para honra e glória dos Pilares da Pesquisa de Polícia Militar. Caladinho e proativo, aquele Sargento Siqueira, cheio das melhores intenções, colava chapéus de palha aos borbotões em minha cabeça velha de Burrinho Cireneu. Aceitei aquilo tudo, mas presenteei-o com milhões e milhões de outros chapéus de palha. Ele também os aceitou a todos e descascou, e muito bem!, os abacaxis da vida saídos de minha criatividade. Afinal, com idade muito inferior à minha, quem tinha de ser o Burrinho Cireneu era exatamente o Sargento Siqueira. Ele nunca recusou nenhum desses maravilhosos chapéus de palha, nem na cangalha, nem na própria cabeça. Habilidoso carregador de peso-pesado!

Fizemos proezas de bom serviço, a par das rotinas de pesquisa e pós-graduação…

O Sargento Siqueira ajudou-me demais, nos altos-fornos de fornalha acesa: publicação de Coletâneas de Prêmios da Polícia Militar, da Academia de Letras João Guimarães Rosa e da Fundação Guimarães Rosa, dos quais fui organizador, curador, prefaciador e inventador de modas, com o aval do Comando da Academia e do CPP.

Elevei-o à categoria de Parceiro-Assessor da Academia de Letras, com direito a diploma e insígnia. De lá, Ele também alcançou a Medalha Cultural Acadêmico Saul Alves Martins. Por mérito elevadíssimo, sem nenhuma dúvida, mas sem desprezar a teoria irretorquível das belezas da reciprocidade, pois, em qualquer circo, o ursinho dança, não só para agradar à plateia, mas também para defender o açúcar de cada dia!!! Nada é de graça!…

Ele passou a Primeiro-Sargento e a Subtenente… Esmerou-se a Si mesmo. Reconsolidou-se como Homem, Policial Militar, Companheiro, Esposo, Pai de Família. Aprendi muito com Ele, ao longo dos suores desses mais de três quinquênios de companheirismo confiável e cristalino, sólido e produtivo, ético e pronto para todas as serventias da vida propícias à utilidade social. Aprendi com Ele, acima de tudo, a primazia da calma recheada de bons-modos. Quando me afloram asperezas, imagino-me no lugar do Subtenente Siqueira: exemplo de fidalguia e presteza, dedicação ao trabalho e credibilidade imensurável. Ele nunca perdeu as estribeiras com meus ofícios de amansador de ursos, nem mesmo diante dos rigorosos rabiscos vermelhos de minha generosa caneta de revisor ranzinza. Um verdadeiro Jó da Arte de Viver: paciência, reflexão e Bom Trabalho!…

Agora, ao completar sua gloriosa jornada pública de Policial Militar escorreito e inigualável, Ele ascende ao posto de Segundo-Tenente e enflora-se com a esplêndida Medalha de Ouro do Mérito Militar ornada do respeito de Todos, na Polícia Militar e fora dela. Esse respeito, conquistado com zelo e naturalidade pelo Tenente Antônio Geraldo Alves de Siqueira, tem valor superior ao do Ouro de Ofir e não está à venda em nenhuma das melhores Joalherias da Dignidade Humana, porque se burilou na Oficina da Autodoação e da Decência, como sabem muito bem disso a Polícia Militar de Minas Gerais e respectivo Centro de Pesquisa e Pós-graduação da respeitabilíssima Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro.

Também Nós, seus amigos de Fé e Companheiros de Verdade, sabemos disso e apreciamos saber disso, Tenente Antônio Geraldo Alves de Siqueira. Você merece loas!

Aproveite a conquista do laurel contido na honorabilidade do Quadro de Oficiais da Reserva da Polícia Militar e aprecie, com saúde e paz, as melhores recompensas da Vida, ao lado de Valéria e Débora!

Você colhe o melhor da Seara, porque é Semeador de Excelências e Propósitos Grandiosos!

Parabéns, meu Companheiro e Amigo!…

A vida continua com rosas vigiadas por espinhos… Sua fé de ofício confere-lhe rosas, porque Você consegue entender o papel ético dos espinhos… Esse papel ético é a vigilância da Honradez!

Boa-sorte!

 

Belo Horizonte-MG, 6 de dezembro de 2017.

Professor-Tenente-Coronel JOÃO BOSCO DE CASTRO,

Editor-Associado da Revista O Alferes,

Pesquisador Benemérito Notável da Polícia Militar

de Minas Gerais. Jornalista do Portal Pontopm

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CANÇÃO DA TERRA (pensamentos por emoção).

CANÇÃO DA TERRA

(pensamentos por emoção).

 

João Bosco de Castro. *

 

O Antropólogo-Folclorólogo Saul Alves Martins renovou, em 1998, sua poética e deleitosa Canção da Terra, dada a lume em 1955.

Tal Livro dissemina encantamento entre os espíritos sensíveis à Beleza, mediante versos regozijantes e deliciosamente amenos.

Saul Martins é Poeta, por agradável, não por versejador! Em prosa e em verso, Ele é maravilhoso, sugestivo e enfeitiçante, porque recriador, na voz de Teodoro de Cirene: “…, tornamo-nos agradáveis, servindo-nos de expressões novas… o pensamento é paradoxal e não está de acordo com a opinião (…) admitida.”

Saul é Poeta em prosa, como n’O Catrumano, de Os Barranqueiros, mas refinadamente Poeta nos versos de Canção da Terra e Lagartas-de-Fogo: Poeta por realizador da alogicidade metafórica palpitante na coisa diferente e insinuada pela palavra plurissignificativa, por mestre no arranjo do presente-eterno embutido na a-historicidade irrefutável da conotação renovadora, e por hábil na arquitetura da abstração verbal contida na anarratividade implícita em estados de alma em vez de em acontecimentos ou ações.

Em Canção da Terra, a singeleza das coisas torna excelsa e inexplicável a dimensão lírica da palavra estética, em sublime consórcio com a expressão musical esparsa em figuras de linguagem, cesuras, métricas, rimas e ritmos engenhados para fazer transmutações sensoriais do feio e nojento para o bonito e virtuoso, como em Arrudas: soneto lírico tecido em decassílabos entre heroicos e sáficos. A habilidade estética de Saul torna belo e delicioso o atual sujo e desagradável Ribeirão Arrudas, impiedosamente massacrado por esgotos fedorentos e podres da Capital Mineira.

Eis o bucolismo concomitantemente zoomorfizador e antropomorfizador fulgente no primeiro terceto dessa dádiva poética:

“Já não abrigas em teu seio a vida,

Fogem-te os beijos da perdiz garrida

E a frescura do verde palmeiral.”

 

Pelo “inutília trúncat” dos Árcades, o desejado Poeta-Coronel barranqueiro de Januária humaniza, com suavidade, a vida circunjacente ao ribeirão infectado por dejetos expulsos por esfíncteres do homem.

O poder mágico da metáfora, na primeira quadra do primeiro dos três sonetos constitutivos do poema Flagelados, recria fenômenos cotidianos da existência:

“A tarde era tão bela e bruscamente

O manto azul do céu desaparece,

O vento ladra, já raivosamente,

E todo o firmamento se enegrece.”

 

Mesmo em canções heroicas, Saul Alves Martins mostra-se aprazivelmente lírico, à moda parnasiana de emprestar plástica individualista e emocional, com fulcro no presente-eterno, às situações historiosas e historiáveis da labuta humana, como o faz na última estrofe e estribilho da Canção do Lavrador:

“Em casa, à noite, do labor cansados,

Tocais viola, namorando a lua,

Canta o vaqueiro, ao longe, além do prado,

Descendo a estrada nua,

A recolher o gado.

 

Multiplicai os campos verdejantes,

De raça forte sois representantes!”

 

Em Canção da Terra, Saul Alves Martins reconsagra-se Poeta, com apurada e louvável sensibilidade artística e indiscutível técnica de urdidura do verso tradicional: métrica, escansão, harmonia vertical e horizontal (ritmo dos versos e das estrofes), cesura, rima, estrofação, eufonia e literariedade. Isso esplende em sonetos (inclusive com extensão linear de redondilhos maiores e dissílabos, numa geometria raríssima), acrósticos, poemas de variada estrutura (estrófica, métrica, melódica e frasal), canções e trovas. Ele faz, provavelmente como exercício estético-intelectual, alguns poemas tramados em versos livres, dentre os quais Saudação à Bandeira assume suprema grandeza:

“Tu resumes toda a história do nosso povo,

Seus anseios de independência

E sonhos de liberdade.

 

Tremulaste gloriosa em frentes de batalha,

Aqui

E além…

 

(…)

Bandeira do Brasil,

Eu te saúdo!”

 

Canção da Terra ilustra e revigora a juventude literária de Saul Alves Martins: Poeta recriador da vida pela magia conotativa da linguagem e articulador da complexidade rítmico-emotivo-conceptual dos conteúdos da imaginação, fonte melhor do Belo, por meio de palavras sugestivas e polissêmicas.

Hoje, quando se comemoram cem anos redondos e respeitáveis de seu nascimento “no chão da estrada velha do Pandeiro”, Freguesia norte-mineira de Januária, nosso Desejado Poeta, “lá do outro lado do caminho” da banda transversa da Terceira-Margem do Léthys, nas sensações estéticas e expressões grandiloquentes, continua sua revolução intelectual de agradar aos espíritos amantes da metáfora, eruditos ou brutos, com seara de versos originária da semeadura de pensamentos por emoção.

Belo Horizonte-MG, 1º de novembro de 2017.

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*JOÃO BOSCO DE CASTRO: Professor de Línguas e Literaturas Românicas, Ciências Policiais, Ciências Militares da Polícia Ostensiva, Ética,  Historiografia de Polícia Militar e Crítica Textual aplicada às Ciências Militares. Oficial reformado da  PMMG. Romancista, contista, poeta, ensaísta e crítico literário. Jornalista do Pontopm.

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